Texto: Ricardo Versus e Rodolpho Cabral
E se, de repente, a vida dependesse de que nos metêssemos numa caixa de Skinner? Que enxergássemos o paradigma da tabula rasa e vivêssemos como papel de impressão? Estímulo, resposta, prêmio, impressão, estímulo, resposta, prêmio, impressão, estímulo, estímulo, estímulo... Opa, a água não vem mais... E a maldita luz ascende e apaga... Privação, privação...
Hoje todos nós seremos tabulas rasas, e tenho dito!
Tentativa e erro. E é tudo ardósia em branco até que uma experiência qualquer nos venha a gravar. Vai que calha de dizer que todos são de nascimento um retrato do vazio, esperando ser preenchidos. E se somos nós escrevendo uns nos outros, fazendo parte um da história do outro. É a procura dos afins, pelo mesmo e pelo diferente. Bons ou não, somos todos os selvagens em busca de sermos, pela vida, descobertos.
Gravar. Imprimir. Impressão. Impressão? Alguém se impressionou? Nossa! Impressiona mesmo, né? A vida. Alguém lembra do que é abrir os olhos pela primeira vez? Que bagunça. Quantas cores. Será que ainda se vêem tantas cores quanto da primeira vez? Não sei. Quantas vezes a tabula pode ser gravada, até que acabe a sua capacidade de se impressionar? E aí, apaga tudo e começa de novo? Minha folha já está bem rabiscada, mas ei, você! Por favor, escreve mais um pouquinho.
Daí, que de toda essa escrita surge a vontade de se fazer ler. De ser estandarte de si mesmo. Que o mundo veja e seja escrito daquilo que leu. É vontade de interagir com o que há ao redor, tendo parte de tudo que cerca e sendo parte de tudo um pouco. Até quando se observa do que era separado formar-se a mistura, somos o ponto de encontro das coisas que de outra forma seriam distantes no mundo.
Cores, cores e mais cores. Mas será que tudo tá meio ocre agora, ou será que já se acostumou a vista? Formou-se o que é definível. E que saudade daquela mistura... Parece que o truque é voltar ao branco e se reinventar. Tabula rasa e vamos lá!
Tudo bem vamos... aqui não tem mais água mesmo...
11 comentários:
Bom, o texto é bastante interessante, vou ter que lê-lo mais de uma vez! Como vc disse é meio abstrato, mas bem legal.
Quero ver os próximos, já que a proposta é se reinventar a cada post =)
Boa sorte pros dois. E que venham a ter mts leitores ^^v
Bjoks!
2+2=5?
Achei muito legal o texto. Além de muito criativo, muito bem escrito. Espero que tenham muito sucesso e irei passar aqui mais vezes! Parabéns e muita boa sorte! ;)
Gostei muito do texto... Parabéns e muito sucesso com o blog.
Falando do texto, achei muito interessante a abordagem e a comparação com o papel... Somos marcados por emoções, estas que jamais são desenhadas iguais as anteriores, somos marcados e marcamos com emoções o tempo todo, estímulos e respostas... rs!
Adorei esse texto, parabéns e boa sorte.
Primo e seu amigo,
Adorei o blog! O título é criativo e combina perfeitamente com a foto. O texto também está super bem escrito e quem fala é alguém da área de Letras. Confiem no elogio! rsrs
Boa sorte com o blog!
Muito interessante a abordagem e a comparação. Muito profundo. Reflexivo. Parabéns. Realmente, somos um vazio à procura de conteúdo. Eu diria até, uma procura desesperada, carente de atenção. De sermos vistos, ouvidos. A ponto de nos misturarmos no outro e esquecermos quem somos.
Parabéns, espero que seja contínuo. John Locke deve estar dando cambalhotas de alegria na estação Orquídea.
Bjs
Adorei!É incrivel como há coisas nesse texto tão 'óbvias' e que nós mortais esquecemos... Realmente precisamos começar de novo! Voltarei muitas vezes aqui!
achei bem irado o texto/blog
adicionei aqui voces, espero q tbm me adicionem ok?
www.digobruni.blogspot.com
abraços
Congratulações rapazes!
Mas façam um favor: produzam próximos!
Sucesso!
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